Recebi via e-mail e achei interessantíssimo. Concordo!
"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar 'superado'. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."
Albert Einstein
Espaço criado para revelação, desenvolvimento, crítica, novidades e tudo que for relacionado ao mundo dos Pensamentos, Linhas e Letras em textos, e outras formas e mídias, dos mais diversos gêneros e assuntos.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Quem é o palhaço afinal?
Não que seja um apreciador de fast-food, mas não tem jeito, o cerco é tão grande que somos em algum momento vencidos uma ou mais vezes pela "trash-food". E em todas essas derrotas, principalmente depois de comer um Big Mac, vem o arrependimento. De algum tempo para cá, faz-se cada vez mais à vista a diminuição do citado hambúrguer e o aumento do seu respectivo valor na hora do pagamento no caixa. Para quem tem ao menos 20 anos – e se prestou atenção alguma vez no dito dois hambúrgueres, alface queijo e molho especial, cebola e picles num pão com gergilim – é possível perceber a involução disso tudo. Para pessoas normais, de estômagos comuns em relação ao tamanho, há pouco tempo era difícil chegar ao fim da comilança do hambúrguer porque ele era realmente grande. Hoje, se não fosse pelo líquido e pela batata, comeríamos um número 1 e ficaríamos muito facilmente com fome. Historicamente o sanduíche vem diminuindo de tamanho, e dimunuiu em altura, largura e quiça no sabor, mas seu preço, ao contrário, sempre vem aumentando. Isso é perceptível também na sua embalagem. Antigamente havia a necessidade de "viciar" aquele que consumia, dando aquela sensação de estar "entupido" de "comida", e a partir apenas do hambúrguer em questão. A loja precisava fidelizar seus clientes, logo tinha a necessidade de oferecer um bom e generoso produto, e por um preço não muito alto, já que havia a necessidade de popularização da loja e não apenas destinar seus produtos a uma elite venerada pelo sonho da Disneylandia e outros aspectos norte-americanos. Hoje, esteja com fome, coma apenas o "Small" Mac e veja se ele te satisfaz!
E todo mundo reclama, afinal a classe média, principalmente, que consome muito em shoppings e drive-throughs fast-foods não é alienada, e percebe que está cada vez menor o hambúrguer mais famoso até então, mas como bons brasileiros favoráveis às doutrinas neoliberais não cobram nada de quem o produz e assim segue o jogo. Mas antes fosse uma política exercida apenas pelo produtor desses tantos números de "comida". Nas prateleiras dos supermercados também é possível notar de tempos em tempos o continuismo da diminuição do produto oferecido e o aumento do seu preço.
O palhaço continua o mesmo. E continua rindo. Pode?!!!
E todo mundo reclama, afinal a classe média, principalmente, que consome muito em shoppings e drive-throughs fast-foods não é alienada, e percebe que está cada vez menor o hambúrguer mais famoso até então, mas como bons brasileiros favoráveis às doutrinas neoliberais não cobram nada de quem o produz e assim segue o jogo. Mas antes fosse uma política exercida apenas pelo produtor desses tantos números de "comida". Nas prateleiras dos supermercados também é possível notar de tempos em tempos o continuismo da diminuição do produto oferecido e o aumento do seu preço.
O palhaço continua o mesmo. E continua rindo. Pode?!!!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Hardcore still lives!
Depois de 12 anos de espera, tocou ontem no Brasil, em São Paulo, a banda Earth Crisis, uma das mais influentes da cena hardcore Straight Edge dos anos 90. Cabe explicar que o movimento Straight Edge é um modo de vida associado à música Punk/Hardcore. Ele defende a total e perene abstinência em relação ao tabaco, álcool e as chamadas drogas ilícitas. Algumas pessoas tendem a associá-lo à vida sexual regrada, sem promiscuidade, mas isto não faz parte do foco inicial, e estas pregam o sexo pelo amor.
Movimentos à parte, vamos ao show. Parecia de fato que havia uma presença predominante dos straight edges, mas era possível notar que estava lá mesmo quem gosta do som da banda. A casa não estava cheia. Uma pena. Tocaram para mais gente na cena hardcore na Argentina e no Chile. Aqui em São Paulo existia uma cena mais forte nos anos 90. Outras cidades do Brasil também apresentavam suas respectivas cenas, com destaque para a cena de Curitiba, que se hoje não é maior e mais unida do que a de Sampa não me surpreende por isso. Um problema que sempre existiu foi a incoerência no movimento hardcore paulistano. Com a crescente evolução do movimento Straight Edge, acabou acontecendo um "certo racha" na cena hardcore, ou seja, existia a cena hardcore e a cena Straight Edge. Quantas vezes em shows foram vistas brigas por causa dessa diferença. De fato, houve a segregação, o desrespeito, a intolerância e por fim a estupidez. Tudo ao contrário do que o movimento, principalmente o mais influente, o NYHC ( New York HardCore), pregou sempre: a união. Então o que deveria ser uma celebração do hardcore muito bem feito e tocado pelo Earth Crisis para todos que gostam de um bom e pesado hardcore ficou apenas na memória de quem foi ao show no Hangar, em São Paulo. A banda, em sua formação original, esteve muito bem no palco, tocando de forma exemplar, tanto no aspecto musical quanto de performance, muitos hits históricos. Show à parte do baterista, Dennis Merrick, numa empolgante "vibe", técnica e precisão, mesmo quando uma das baquetas se partiu no meio de uma música e sem perder o tempo buscou uma outra e seguiu com a música. Só quem sabe do assunto pôde perceber essas coisas. Enfim, toda a banda esteve espetacular: a batera ditando o ritmo, as guitarras pesadas em perfeita harmonia, o baixo segurando o peso e vocal através das letras e dos gritos por um mundo melhor interagia com o público da linha de frente deixando em várias vezes a galera completar os refrãos.
Show inesquecível. Mas que deve incitar uma reflexão: por que não teve casa cheia? Foi por causa da segregação entre straight edges e não-straight edges? Porque muita gente não tinha os R$ 50,00 para a entrada? Desinteresse pela própria banda? Se foi por causa desta última, de fato o hardcore está acabando, ou se transformando em outra coisa que não hardcore. Ou será que foi porque muitos de nós crescemos e estamos envolvidos em outras coisas da vida agora em 2009? Não sei. Mas eu estava lá e vi Earth Crisis, senti o hardcore nas veias e aplaudi caras que se dedicam a fazer um som de muito peso e qualidade com letras que têm o que dizer e contribuir para uma reflexão e um mundo melhor. Se a molecada de hoje não está atenta a esse tipo de banda, é uma pena. Mas enquanto houver bandas como Earth Crisis no palco, eu estarei, nem que seja só, em frente pulando e agitando braços, pernas, mente e coração, cantando as letras das quais tirei muitas lições da e para a vida.
I know I can trust myself cause I believe in what I say
I believe in my friends, because they`re with me everyday
Believe that we can overcome because the scene is strong today
Believe I live this life, because I know HARDCORE IS THE WAY
Believe we are right
Believe we are strong
Believe in yourself
BELIEVE IN HARDCORE
I know things look bleak sometimes I wish it wasn't that way
We know we're in the right WE STAND PROUD TODAY.
(Letra da banda: Agnostic Front - música: Believe - do álbum: Something`s Gotta Give.)
Movimentos à parte, vamos ao show. Parecia de fato que havia uma presença predominante dos straight edges, mas era possível notar que estava lá mesmo quem gosta do som da banda. A casa não estava cheia. Uma pena. Tocaram para mais gente na cena hardcore na Argentina e no Chile. Aqui em São Paulo existia uma cena mais forte nos anos 90. Outras cidades do Brasil também apresentavam suas respectivas cenas, com destaque para a cena de Curitiba, que se hoje não é maior e mais unida do que a de Sampa não me surpreende por isso. Um problema que sempre existiu foi a incoerência no movimento hardcore paulistano. Com a crescente evolução do movimento Straight Edge, acabou acontecendo um "certo racha" na cena hardcore, ou seja, existia a cena hardcore e a cena Straight Edge. Quantas vezes em shows foram vistas brigas por causa dessa diferença. De fato, houve a segregação, o desrespeito, a intolerância e por fim a estupidez. Tudo ao contrário do que o movimento, principalmente o mais influente, o NYHC ( New York HardCore), pregou sempre: a união. Então o que deveria ser uma celebração do hardcore muito bem feito e tocado pelo Earth Crisis para todos que gostam de um bom e pesado hardcore ficou apenas na memória de quem foi ao show no Hangar, em São Paulo. A banda, em sua formação original, esteve muito bem no palco, tocando de forma exemplar, tanto no aspecto musical quanto de performance, muitos hits históricos. Show à parte do baterista, Dennis Merrick, numa empolgante "vibe", técnica e precisão, mesmo quando uma das baquetas se partiu no meio de uma música e sem perder o tempo buscou uma outra e seguiu com a música. Só quem sabe do assunto pôde perceber essas coisas. Enfim, toda a banda esteve espetacular: a batera ditando o ritmo, as guitarras pesadas em perfeita harmonia, o baixo segurando o peso e vocal através das letras e dos gritos por um mundo melhor interagia com o público da linha de frente deixando em várias vezes a galera completar os refrãos.
Show inesquecível. Mas que deve incitar uma reflexão: por que não teve casa cheia? Foi por causa da segregação entre straight edges e não-straight edges? Porque muita gente não tinha os R$ 50,00 para a entrada? Desinteresse pela própria banda? Se foi por causa desta última, de fato o hardcore está acabando, ou se transformando em outra coisa que não hardcore. Ou será que foi porque muitos de nós crescemos e estamos envolvidos em outras coisas da vida agora em 2009? Não sei. Mas eu estava lá e vi Earth Crisis, senti o hardcore nas veias e aplaudi caras que se dedicam a fazer um som de muito peso e qualidade com letras que têm o que dizer e contribuir para uma reflexão e um mundo melhor. Se a molecada de hoje não está atenta a esse tipo de banda, é uma pena. Mas enquanto houver bandas como Earth Crisis no palco, eu estarei, nem que seja só, em frente pulando e agitando braços, pernas, mente e coração, cantando as letras das quais tirei muitas lições da e para a vida.
I know I can trust myself cause I believe in what I say
I believe in my friends, because they`re with me everyday
Believe that we can overcome because the scene is strong today
Believe I live this life, because I know HARDCORE IS THE WAY
Believe we are right
Believe we are strong
Believe in yourself
BELIEVE IN HARDCORE
I know things look bleak sometimes I wish it wasn't that way
We know we're in the right WE STAND PROUD TODAY.
(Letra da banda: Agnostic Front - música: Believe - do álbum: Something`s Gotta Give.)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
De volta
Primeiros dias de volta ao cotidiano de casa, trânsito, trabalho e outras atividades. Depois de estar em meio à natureza exuberante e ao lado de verdadeiros amigos, sem falar nos desfiles de muitas belas mulheres em traje de banho, nos últimos dias de 2008 e primeiros de 2009, há o retorno ao dia-a-dia na gigante São Paulo. Ah, que saudades da areia, do mar, das trilhas, pedras e brisa do mar. Se há algo que renova as energias é o mar e seus acompanhantes. O som dele batendo nas pedras é maravilhoso.
Tudo isso ao lado de verdadeiros amigos fica à beira da perfeição. Faltou apenas um grande amor ao lado, mas por outro lado, se este estivesse por lá, não haveria a chance de curtir tudo da maneira que foi, haveria a necessidade de muitas adequações, afinal, um amor em sua forma de mulher merece e deve receber tratamento privilegiado e em primeira mão. Mas entre amigos são outros quinhentos. Podemos falar bobagens, usar de outro tipo de vocabulário, além de falar de assuntos que entre amigos são possíveis, diferentemente de quando há a presença de alguma mulher. Mulher é fundamental, mas às vezes estar só com amigos é mais divertido ainda. Viva a verdadeira amizade entre nós: Brunão, Judeu e eu. Como o pacto feito, que ela seja eterna!
Tudo isso ao lado de verdadeiros amigos fica à beira da perfeição. Faltou apenas um grande amor ao lado, mas por outro lado, se este estivesse por lá, não haveria a chance de curtir tudo da maneira que foi, haveria a necessidade de muitas adequações, afinal, um amor em sua forma de mulher merece e deve receber tratamento privilegiado e em primeira mão. Mas entre amigos são outros quinhentos. Podemos falar bobagens, usar de outro tipo de vocabulário, além de falar de assuntos que entre amigos são possíveis, diferentemente de quando há a presença de alguma mulher. Mulher é fundamental, mas às vezes estar só com amigos é mais divertido ainda. Viva a verdadeira amizade entre nós: Brunão, Judeu e eu. Como o pacto feito, que ela seja eterna!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
É Natal???
Mais uma vez, época de Natal. As mesmas coisas: pisca-pisca, papai-noel assando dentro de uma roupa horrível para padrões tropicais-brasileiros, panetone (parte boa, deveria existir durante todo o ano), 25 de março lotada, repassando a cultura do bom e barato, vendendo muitas coisas quase descartáveis e desnecessárias, mas que faz a economia girar um pouco, afinal, em época de crise, é o que mais importa, não é?!!! Mesmo que acabe por incentivar uma série de práticas irregulares no decorrer de todo o processo, desde a produção até a compra do produto pelo consumidor. Como a produção de roupas no centro de São Paulo, com base na mão-de-obra escrava estrangeira, na maioria de bolivianos, principalmente, e de provenientes de outros países mais pobres da América do Sul. Enganados pela idéia de melhorar de vida, embarcam rumo ao Brasil, São Paulo mais especificamente, para a exploração e privação de quase todos seus direitos. Mas o que importa mesmo é poder comprar um calça jeans a 15,00 reais. Quem sabe comprar um monte e revender? Dessa forma compactuando fortemente com todo o sistema. Pois uma coisa é ganhar pouco e ter que comprar uma calça feita à base de mão-de-obra escrava porque se não comprar essa não poderá comprar nenhuma outra. Contudo, comprar um monte delas visando lucro já é algo diferente.
Mas que nada, é Natal! Vamos esquecer tudo e comemorar algo, se enchendo de bebida até o corpo não mais aguentar, pois a cada ano que passa está cada vez mais distante o verdadeiro "espírito do Natal". E não precisa ser cristão para observar este "espírito do Natal", uma reflexão sobre o que aconteceu durante todo o ano, rever os valores e tentar não cometer os mesmo erros e vícios, assim como estar mais perto daqueles que gostamos, ou ajudar alguém que esteja precisando, enfim, tentar viver sem prejudicar ninguém ao mesmo tempo de não explorar ninguém, ou levar vantagem, passar alguém para trás, tudo isso não está somente vinculado ao cristianismo. De fato posso ser um bom cidadão mesmo sendo agnóstico, ateu ou simplesmente laico.
Mas é Natal. Vamos aos shoppings lotados em busca de presentes incentivados pela propaganda. Vamos gastar combustível e poluir mais o ar em busca de uma vaga no estacionamento. Depois observar os desfiles de grifes tanto nas pessoas como nas vitrines, depois comer um fast-food qualquer e então voltar para o carro, depois de ter pago o estacionamento - que nesta época do ano tem reajuste - cheio de sacolas e felizes, por ter realizado a melhor das terapias contra a depressão, segundo muitos por aí: ir às compras. Daí enfrentar um trânsito cada vez mais caótico até conseguir chegar em casa, ligar a televisão e se autodesligar, principalmente de si mesmo. Ah, se toda tristeza fosse apagada de vez quando se enche as mãos de sacolas.
Mas é Natal!
Para os que acreditam e para aqueles que não acreditam, não importa, queria mesmo é que o Papai Noel morresse em detrimento do nascimento (ou da volta) Daquele que, se esteve por aqui ou não, esta não é a questão, deixou algo de valor, que aconteceu ou não segundo os escritos, que mesmo depois de 2008 anos é lembrado, cultuado, amado e ao mesmo tempo esquecido, e que de fato em nome dele ou não poderia ser mais praticado entre os humanos, tornando sim a vida um pouco menos dolorosa e mais eperançosa aqui na Terra.
Mas é Natal. E que possa ser feliz, se não a todos, para a maioria.
Mas que nada, é Natal! Vamos esquecer tudo e comemorar algo, se enchendo de bebida até o corpo não mais aguentar, pois a cada ano que passa está cada vez mais distante o verdadeiro "espírito do Natal". E não precisa ser cristão para observar este "espírito do Natal", uma reflexão sobre o que aconteceu durante todo o ano, rever os valores e tentar não cometer os mesmo erros e vícios, assim como estar mais perto daqueles que gostamos, ou ajudar alguém que esteja precisando, enfim, tentar viver sem prejudicar ninguém ao mesmo tempo de não explorar ninguém, ou levar vantagem, passar alguém para trás, tudo isso não está somente vinculado ao cristianismo. De fato posso ser um bom cidadão mesmo sendo agnóstico, ateu ou simplesmente laico.
Mas é Natal. Vamos aos shoppings lotados em busca de presentes incentivados pela propaganda. Vamos gastar combustível e poluir mais o ar em busca de uma vaga no estacionamento. Depois observar os desfiles de grifes tanto nas pessoas como nas vitrines, depois comer um fast-food qualquer e então voltar para o carro, depois de ter pago o estacionamento - que nesta época do ano tem reajuste - cheio de sacolas e felizes, por ter realizado a melhor das terapias contra a depressão, segundo muitos por aí: ir às compras. Daí enfrentar um trânsito cada vez mais caótico até conseguir chegar em casa, ligar a televisão e se autodesligar, principalmente de si mesmo. Ah, se toda tristeza fosse apagada de vez quando se enche as mãos de sacolas.
Mas é Natal!
Para os que acreditam e para aqueles que não acreditam, não importa, queria mesmo é que o Papai Noel morresse em detrimento do nascimento (ou da volta) Daquele que, se esteve por aqui ou não, esta não é a questão, deixou algo de valor, que aconteceu ou não segundo os escritos, que mesmo depois de 2008 anos é lembrado, cultuado, amado e ao mesmo tempo esquecido, e que de fato em nome dele ou não poderia ser mais praticado entre os humanos, tornando sim a vida um pouco menos dolorosa e mais eperançosa aqui na Terra.
Mas é Natal. E que possa ser feliz, se não a todos, para a maioria.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Qual o sentido?
De onde vem?
Por que vem?
Por que insiste?
E quando vai embora de vez?
Que traz consigo tristeza, culpa e medo,
Atingindo em cheio aquilo que já não vive bem,
Que ainda precisa de cuidados,
E que procura por um sentido para o restante de uma caminhada.
Que faz fugir à própria consciência,
Vivendo nas ilusões e desperdícios,
Em busca da distração à realidade,
Que maltrata e agride a esperança.
Que instiga a saber sobre aquilo que deve ser esquecido,
Sem mesmo saber ao certo o que é,
Que faz parte do passado,
Mas que insiste em ser presente.
Que ao chegar traz perturbações, dor e angústia,
Escurecendo a mais clara das luzes,
E que quando parece ter ido embora,
Deixa um grande vazio de paz,
Mas cheio de esperança de reencontrar a felicidade.
Por que vem?
Por que insiste?
E quando vai embora de vez?
Que traz consigo tristeza, culpa e medo,
Atingindo em cheio aquilo que já não vive bem,
Que ainda precisa de cuidados,
E que procura por um sentido para o restante de uma caminhada.
Que faz fugir à própria consciência,
Vivendo nas ilusões e desperdícios,
Em busca da distração à realidade,
Que maltrata e agride a esperança.
Que instiga a saber sobre aquilo que deve ser esquecido,
Sem mesmo saber ao certo o que é,
Que faz parte do passado,
Mas que insiste em ser presente.
Que ao chegar traz perturbações, dor e angústia,
Escurecendo a mais clara das luzes,
E que quando parece ter ido embora,
Deixa um grande vazio de paz,
Mas cheio de esperança de reencontrar a felicidade.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Psiu! Ouça.
Feche os olhos. Se conheces um pouco de teoria musical e um piano, imagine a transformação de cada símbolo de uma partitura no respectivo som quando cada tecla branca e preta é pressionada, iniciando todo processo mecânico, mas cheio de sentimento, passando pelo toque do martelo da máquina em uma ou mais cordas de aço, que dentro de uma caixa de madeira ressoam como toques de um anjo que por fim atingem os ouvidos e quiçá a alma daqueles que ainda possuem alguma sensibilidade.
Assim é o passeio das mãos num teclado de piano, que acaba por tocar a alma, que faz bailar ao som de uma valsa, que faz tremer ao som de uma rapsódia, que faz chorar ao som de um prelúdio ou de uma sonata, que faz sorrir ao som de um scherzo e que faz sentir através de todos eles.
Arte pode ser discutida, mas música, antes de tudo, deve ser sentida, e originar algum processo interno àquele que a ouve, seja qual ele for, algo deve acontecer dentro de cada um ao ouvir determinado som, enquanto humano.
Ah, caro leitor(a). Podes pensar que se trata de romantismo fora de época, como se houvesse uma só época para ser romântico, de ilusão, de perda de tempo, de algo ultrapassado. Não tenho pena de quem pensa assim, ou parecido, pois a pena sugere algum conceito de superioridade de quem a sente em relação a quem é destinada. Mas há sim algum sentimento, de tristeza, talvez, por ver cada vez mais o mundo menos ligado aos valores que interessam, aos sentimentos bons, à sensibilidade de entender cada som, por mais desconhecido que ele seja, de sentir, de experimentar, de ouvir e falar menos.
Mesmo o silêncio tem suas virtudes.
(Ao som de Chopin, Valsa opus 69, n.º 2, intérprete: Vladimir Ashkenazy)
Assim é o passeio das mãos num teclado de piano, que acaba por tocar a alma, que faz bailar ao som de uma valsa, que faz tremer ao som de uma rapsódia, que faz chorar ao som de um prelúdio ou de uma sonata, que faz sorrir ao som de um scherzo e que faz sentir através de todos eles.
Arte pode ser discutida, mas música, antes de tudo, deve ser sentida, e originar algum processo interno àquele que a ouve, seja qual ele for, algo deve acontecer dentro de cada um ao ouvir determinado som, enquanto humano.
Ah, caro leitor(a). Podes pensar que se trata de romantismo fora de época, como se houvesse uma só época para ser romântico, de ilusão, de perda de tempo, de algo ultrapassado. Não tenho pena de quem pensa assim, ou parecido, pois a pena sugere algum conceito de superioridade de quem a sente em relação a quem é destinada. Mas há sim algum sentimento, de tristeza, talvez, por ver cada vez mais o mundo menos ligado aos valores que interessam, aos sentimentos bons, à sensibilidade de entender cada som, por mais desconhecido que ele seja, de sentir, de experimentar, de ouvir e falar menos.
Mesmo o silêncio tem suas virtudes.
(Ao som de Chopin, Valsa opus 69, n.º 2, intérprete: Vladimir Ashkenazy)
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