Parece ser quase sempre igual. Em novembro começam a decorar tudo que podem com luzinhas do tipo pisca-pisca da China, panettones começam a ser vendidos em tudo quanto é lugar, todos saem às compras e ajudam a movimentar a economia muitas vezes comprando coisas as quais nem são precisas e de repente, olhe ele lá, é... o velho gordo barbudo yankee dentro de uma roupa vermelha mais quente que o forno de casa quando do momento em que é assada alguma ave ou parte dela modificada em laboratório, que acaba sendo chamada apenas de "chester".
Aí vêm as retrospectivas, os especiais de Natal, o Roberto Carlos na Globo e a Missa do Galo, que sempre começa em ponto mas que no ano de 2009 atrasou, acertaram o Papa. Enfim, passa o Natal e vêm os preparativos para o Réveillon, as promessas de fim de ano, o corre-corre para achar um lugar na praia, o inferno das estradas entupidas, a falta de água, o mar impróprio para o banho, filas e mais filas para tantas coisas... e de repente chegou a hora da virada, chegou a hora de sujar a praia, o mar, pular ondinhas e renovar as esperanças no ano que se inicia. Reflexão, ha, muito menos do que deveria existir, pois a maioria está preocupada em tomar todas e ter algum prazer.
Mas aí as férias coletivas acabam e tudo volta ao normal sem que nada anteriormente dito tenha sido fora do normal de todos os outros anos. Tudo acaba se repetindo numa rotina aterrorizante. E continuamos tomamos todas e aliviamos a dor. Dor da mesmice, de ver que mais um ano passou e muito daquilo que desejamos não se concretizou, seja por culpa nossa ou por interferência externa, sei lá. Ou apenas para festejar. Fica a impressão que mais um ano passou e quase tudo permanece igual.
Mas somos brasileiros e não desistimos nunca. Ha, ha, ha... quem foi o imbecil que disse isso?
Que ao menos as esperanças se renovem para suportarmos as mesmices: IPVA em janeiro, pré-Carnaval e então o Carnaval: ahhhhhh... o Carnaval! Mas isso é outra história, igual às outras de anos anteriores, mas Carnaval é outra história.
Espaço criado para revelação, desenvolvimento, crítica, novidades e tudo que for relacionado ao mundo dos Pensamentos, Linhas e Letras em textos, e outras formas e mídias, dos mais diversos gêneros e assuntos.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Inútil
"Inútil, a gente somos inútil"
Com essa frase de uma canção do Ultraje a Rigor é possível caracterizar grandíssima parte do que a imprensa disponibiliza como "informação", e este aspecto é cada vez mais percebido na mídia eletrônica, talvez por que neste espaço virtual não há muitos limites e um maior custo por página escrita e impressa, então vai se colocando um monte de lixo e as pessoas vão consumindo esse tipo de "informação". Mas há a necessidade de dizer também que se este tipo de "informação" é disponibilizada é porque há sim de fato um público que a prestigia e que anseia por esse tipo de notícia. Aí vem a pergunta, esse público é vítima ou cúmplice dessa atividade que em nada informa, apenas desvia das reais necessidades de conhecimento e de informação?
Pensar que muitas pessoas não têm o preparo (base educacional) suficiente para o discernimento correto e separação do que importa e do que é apenas fútil é uma via de raciocínio para entender o tamanho impacto e grande espaço que esse tipo de "informação" tem nas mídias cotidianamente. Mas quando se vê que grande parte dessas pessoas teve acesso à educação, até nível universitário, essa tese parece não ser a mais adequada. Daí surge outra questão, que é a discussão sobre o que essas escolas, instituições de ensino e professores têm ensinado a essas pessoas por aí a fora, e acredite, na grande maioria delas é apenas despejado um monte de conteúdo nos alunos visando a aprovação em provas de vestibular, o mais importante, que é a atividade de aprender a discernir, raciocinar, refletir e questionar os fatos cada vez menos é praticado dentro dessas instituições de ensino, que já há muito não formam cidadãos, formam vestibulandos. Mas essa é outra questão. A questão central ainda é se tais pessoas são vítimas ou cúmplices.
Então se não há base suficiente para o discernimento daquilo que se lê, essas pessoas são vítimas dessa imprensa, cada vez mais superficial e desinformante.
Mas se temos em mente que essas pessoas têm base para discernir e refletir sobre aquela "informação" ali posta à disposição, então essas mesmas pessoas são cúmplices dessa imprensa sem serventia, pois à medida que consomem e absorvem essas "informações" colaboram para a manutenção da existência desse tipo de imprensa, pois nesse mundo capitalista nada se sustenta e se mantém se não há consumo.
A alienação é cada vez maior, a manipulação aumenta à medida da falta de reflexão, a perda de tempo se faz presente a cada desvio do que realmente é importante para o dia a dia de cada um, de cada rua, de cada bairro, de cada cidade, país e, enfim, para todo o mundo, causando uma letargia no precesso de evolução de tudo e de todos.
Aos que se importam e não concordam, cresce a cada dia a insatisfação e a revolta, pois muitas vezes parece difícil sobreviver a tudo isso, pois sufoca, tira o ar e aponta o individualismo e o "salve-se quem puder" como solução.
Com essa frase de uma canção do Ultraje a Rigor é possível caracterizar grandíssima parte do que a imprensa disponibiliza como "informação", e este aspecto é cada vez mais percebido na mídia eletrônica, talvez por que neste espaço virtual não há muitos limites e um maior custo por página escrita e impressa, então vai se colocando um monte de lixo e as pessoas vão consumindo esse tipo de "informação". Mas há a necessidade de dizer também que se este tipo de "informação" é disponibilizada é porque há sim de fato um público que a prestigia e que anseia por esse tipo de notícia. Aí vem a pergunta, esse público é vítima ou cúmplice dessa atividade que em nada informa, apenas desvia das reais necessidades de conhecimento e de informação?
Pensar que muitas pessoas não têm o preparo (base educacional) suficiente para o discernimento correto e separação do que importa e do que é apenas fútil é uma via de raciocínio para entender o tamanho impacto e grande espaço que esse tipo de "informação" tem nas mídias cotidianamente. Mas quando se vê que grande parte dessas pessoas teve acesso à educação, até nível universitário, essa tese parece não ser a mais adequada. Daí surge outra questão, que é a discussão sobre o que essas escolas, instituições de ensino e professores têm ensinado a essas pessoas por aí a fora, e acredite, na grande maioria delas é apenas despejado um monte de conteúdo nos alunos visando a aprovação em provas de vestibular, o mais importante, que é a atividade de aprender a discernir, raciocinar, refletir e questionar os fatos cada vez menos é praticado dentro dessas instituições de ensino, que já há muito não formam cidadãos, formam vestibulandos. Mas essa é outra questão. A questão central ainda é se tais pessoas são vítimas ou cúmplices.
Então se não há base suficiente para o discernimento daquilo que se lê, essas pessoas são vítimas dessa imprensa, cada vez mais superficial e desinformante.
Mas se temos em mente que essas pessoas têm base para discernir e refletir sobre aquela "informação" ali posta à disposição, então essas mesmas pessoas são cúmplices dessa imprensa sem serventia, pois à medida que consomem e absorvem essas "informações" colaboram para a manutenção da existência desse tipo de imprensa, pois nesse mundo capitalista nada se sustenta e se mantém se não há consumo.
A alienação é cada vez maior, a manipulação aumenta à medida da falta de reflexão, a perda de tempo se faz presente a cada desvio do que realmente é importante para o dia a dia de cada um, de cada rua, de cada bairro, de cada cidade, país e, enfim, para todo o mundo, causando uma letargia no precesso de evolução de tudo e de todos.
Aos que se importam e não concordam, cresce a cada dia a insatisfação e a revolta, pois muitas vezes parece difícil sobreviver a tudo isso, pois sufoca, tira o ar e aponta o individualismo e o "salve-se quem puder" como solução.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Faz tempo, hein!
Há algum tempo reluto em escrever, ora pela falta de inspiração, ora pela preguiça de ordenar o pensamento em letras, frases e orações. Bom, depois de passar o dia de ontem entre o trabalho de revisão e a escritura de um longo e-mai – que se deu em algumas horas, mas não de forma contínua, acho até que foi o mais extenso de toda minha vida, fiquei até curioso em relação ao número de caracteres – hoje tenho a marcha engatada para escrever. Mas digamos que estou em terceira marcha, a 60 por hora, na maciota, sem acelerar muito, apenas indo.
Então para manter a velocidade, vou transcrever um pouco do meu pensamento para a escrita daquele longo e-mail já citado, pois julgo este haver algumas ideias interessantes a serem refletidas. Então é isso.
Segue.
Com ímpeto questionador de sempre, e isso é assim desde que me reconheço como ser humano, no decorrer do tempo já acreditei mais em tudo isso ligado à espiritualidade, ética e ao bom caráter humano; em outros tempo acreditei menos, mas creio que minha fé, no geral, nunca desapareceu, no máximo enfraqueceu, e quando isso acontecia a vida se encarregou de fortalecê-la de novo, e acho que vai ser assim pro resto da vida, uma hora a gente acredita mais, noutras menos, mas desistir daquilo em que realmente acredito, jamais! E não tem jeito, o ser humano precisa sim ter alguma fé, e neste caso num sentido completamente desvinculado do aspecto religioso; trata-se da fé no sentido de acreditar "com unhas e dentes" em algo, seja lá no que for. Então se alguma herança até agora me foi deixada, creio que essa tal de fé tenha sido o que de mais valioso minha família deixou para mim. Se um dia descobrir que tudo isso é perda de tempo e que realmente o que importa é se desenvolver a partir das leis da selva da Terra, seja ela natural ou de pedra, em que vence o mais forte custe o que custar, paciência. O tempo não voltará e terei perdido tempo. Mas acredito que viver a partir das bases espirituais na Terra ainda seja o melhor a fazer. Se toda essa filosofia foi desenvolvida para manipular a mente humana e para "adestrar" o maior número de pessoas pelo mundo enquanto outras se aproveitam disso para poder construir impérios baseados no acúmulo de bens materiais, na falta de ética e desrespeito para com o próximo... paciência. Por enquanto não é o que acho, apenas vejo muito se utilizando desta questão para tal manipulação em detrimento do desenvolvimento próprio, egoísta e imoral. Digo isso porque nos dias de hoje vejo muito as pessoas se esconderem por trás da religião para justificarem seus atos e condições, e muitas vezes não concordo com a ideia de apenas se ancorar na religião e suas explicações para não fazer nada em termos "mundanos" e humanos para melhorar a situação por aqui na Terra.
Minha revolta ainda é grande ao enxergar o que poderíamos ser como indivíduos e sociedade e ao mesmo tempo em ver o atraso em que nos encontramos, TODOS nós de alguma forma estamos preso a pensamentos e ações que em muito pouco, ou nada mesmo, contribui no geral para uma vida menos sofrida por aqui. E é aí que tudo se complica de vez. Pois não sei direito hoje em dia no que mais acreditar. Ora penso que tudo está degringolando e que só de vez em quando um raio de luz e de sabedoria aparece por aí, mas em termos gerais é como se a vaca já tivesse ido para o brejo e de nada vai adiantar nossas ações e bons pensamentos, porque tudo está apodrecendo vagarosamente, como um dedo que precisava ser cortado, eliminado do todo, mas que não foi e dia a dia acaba por infectar as outras partes saudáveis até que o todo esteja comprometido.
Mas ora penso de forma mais ligada aos estudos científicos-históricos e percebo que na trajetória desde o surgimento e desenvolvimento da raça humana neste planeta até os dias de hoje há sim de fato a questão da evolução, esta tanto de caráter físico como psicológico. Seria então algo de animador, de otimismo mesmo, entender que no mundo tudo é demorado e que em tudo há o mais e o menos evoluído, e aí o aspecto de que nada caminha bem e muito por causa da brevidade da vida humana no planeta em relação à vida do próprio planeta. Hoje podemos viver até os 100 anos, para o planeta esses 100 anos não significa muito, a não ser que aconteça algo realmente grande e diferente, quebrando então o ritmo de tudo, tranformando significativamente as pessoas e/ou o próprio planeta.
Vivo entre esses dois jeitos de pensar, antagônicos, contrastantes, mas que sempre permeiam meus pensamentos, ora prevalece um – pessimista em relação a quase tudo –, ora prevalece o outro – otimista baseado em aspectos mais cintíficos do que de moral e ética humana. Esse impasse e incoerência dentro da minha mente me transtornam. Tomara um dia consiga resolver isso e acreditar em uma ou em outra definitivamente. Sempre pensando que na vida humana muita coisa não é absoluta, ou seja, a verdade de hoje pode ser o falso amanhã, e vice-versa, porque a reflexão deve sempre ser permanente, deve-se sempre ter o espírito questionador e assim buscar as respostas, que devem ser o mais possível coerentes entre si, como peças que vão se encaixando sem atrapalhar a outra, porque o conjunto é o que importa, mas é através de cada peça que o todo se forma; daí o valor único e equivalente de cada peça.
Para que um compreenda o outro, há a necessidade de uma boa comunicação, explícita e o mais clara possível. Não há mais epaços para não comunicar, de não dizer o que pensa, de se manter em silêncio. Ou pior ainda, de externar algo falso para agradar aos ouvidos de quem ouve, agindo de forma desonesta consigo próprio e para com os outros, em que a insinceridade impera. Nada disso ajuda, ao contrário, atrapalha, e muito. E ficar tentando imaginar o que o outro pensa em relação a qualquer coisa é perder tempo. Não perguntar a opinião do outro é faltar com a consideração e respeito ao outro que também consome oxigênio e tem as mesmas necessidades básicas para viver; é viver isolado numa bolha, e ninguém foi feito para viver numa bolha, então que não construamos uma para nós mesmo e pior, para os outros.
Mas há que se respeitar, acima de tudo, e entender que pensamos de maneira diferente, e neste caso sem julgamentos, principalmente em relação a melhor ou pior, muitas vezes se trata apenas de ser diferente. E se não fosse a diversidade de pensamentos a mediocridade imperaria. Divergir é evoluir, pois da divergência se busca a convergência, o acordo, a solução. Agora teimosia e estupidez não dá pra aceitar.
Imperar não parece ser também a melhor escolha. Respeito, negociação, confiança e convencimento criam as bases sólidas para se construir seja lá o que for.
Então para manter a velocidade, vou transcrever um pouco do meu pensamento para a escrita daquele longo e-mail já citado, pois julgo este haver algumas ideias interessantes a serem refletidas. Então é isso.
Segue.
Com ímpeto questionador de sempre, e isso é assim desde que me reconheço como ser humano, no decorrer do tempo já acreditei mais em tudo isso ligado à espiritualidade, ética e ao bom caráter humano; em outros tempo acreditei menos, mas creio que minha fé, no geral, nunca desapareceu, no máximo enfraqueceu, e quando isso acontecia a vida se encarregou de fortalecê-la de novo, e acho que vai ser assim pro resto da vida, uma hora a gente acredita mais, noutras menos, mas desistir daquilo em que realmente acredito, jamais! E não tem jeito, o ser humano precisa sim ter alguma fé, e neste caso num sentido completamente desvinculado do aspecto religioso; trata-se da fé no sentido de acreditar "com unhas e dentes" em algo, seja lá no que for. Então se alguma herança até agora me foi deixada, creio que essa tal de fé tenha sido o que de mais valioso minha família deixou para mim. Se um dia descobrir que tudo isso é perda de tempo e que realmente o que importa é se desenvolver a partir das leis da selva da Terra, seja ela natural ou de pedra, em que vence o mais forte custe o que custar, paciência. O tempo não voltará e terei perdido tempo. Mas acredito que viver a partir das bases espirituais na Terra ainda seja o melhor a fazer. Se toda essa filosofia foi desenvolvida para manipular a mente humana e para "adestrar" o maior número de pessoas pelo mundo enquanto outras se aproveitam disso para poder construir impérios baseados no acúmulo de bens materiais, na falta de ética e desrespeito para com o próximo... paciência. Por enquanto não é o que acho, apenas vejo muito se utilizando desta questão para tal manipulação em detrimento do desenvolvimento próprio, egoísta e imoral. Digo isso porque nos dias de hoje vejo muito as pessoas se esconderem por trás da religião para justificarem seus atos e condições, e muitas vezes não concordo com a ideia de apenas se ancorar na religião e suas explicações para não fazer nada em termos "mundanos" e humanos para melhorar a situação por aqui na Terra.
Minha revolta ainda é grande ao enxergar o que poderíamos ser como indivíduos e sociedade e ao mesmo tempo em ver o atraso em que nos encontramos, TODOS nós de alguma forma estamos preso a pensamentos e ações que em muito pouco, ou nada mesmo, contribui no geral para uma vida menos sofrida por aqui. E é aí que tudo se complica de vez. Pois não sei direito hoje em dia no que mais acreditar. Ora penso que tudo está degringolando e que só de vez em quando um raio de luz e de sabedoria aparece por aí, mas em termos gerais é como se a vaca já tivesse ido para o brejo e de nada vai adiantar nossas ações e bons pensamentos, porque tudo está apodrecendo vagarosamente, como um dedo que precisava ser cortado, eliminado do todo, mas que não foi e dia a dia acaba por infectar as outras partes saudáveis até que o todo esteja comprometido.
Mas ora penso de forma mais ligada aos estudos científicos-históricos e percebo que na trajetória desde o surgimento e desenvolvimento da raça humana neste planeta até os dias de hoje há sim de fato a questão da evolução, esta tanto de caráter físico como psicológico. Seria então algo de animador, de otimismo mesmo, entender que no mundo tudo é demorado e que em tudo há o mais e o menos evoluído, e aí o aspecto de que nada caminha bem e muito por causa da brevidade da vida humana no planeta em relação à vida do próprio planeta. Hoje podemos viver até os 100 anos, para o planeta esses 100 anos não significa muito, a não ser que aconteça algo realmente grande e diferente, quebrando então o ritmo de tudo, tranformando significativamente as pessoas e/ou o próprio planeta.
Vivo entre esses dois jeitos de pensar, antagônicos, contrastantes, mas que sempre permeiam meus pensamentos, ora prevalece um – pessimista em relação a quase tudo –, ora prevalece o outro – otimista baseado em aspectos mais cintíficos do que de moral e ética humana. Esse impasse e incoerência dentro da minha mente me transtornam. Tomara um dia consiga resolver isso e acreditar em uma ou em outra definitivamente. Sempre pensando que na vida humana muita coisa não é absoluta, ou seja, a verdade de hoje pode ser o falso amanhã, e vice-versa, porque a reflexão deve sempre ser permanente, deve-se sempre ter o espírito questionador e assim buscar as respostas, que devem ser o mais possível coerentes entre si, como peças que vão se encaixando sem atrapalhar a outra, porque o conjunto é o que importa, mas é através de cada peça que o todo se forma; daí o valor único e equivalente de cada peça.
Para que um compreenda o outro, há a necessidade de uma boa comunicação, explícita e o mais clara possível. Não há mais epaços para não comunicar, de não dizer o que pensa, de se manter em silêncio. Ou pior ainda, de externar algo falso para agradar aos ouvidos de quem ouve, agindo de forma desonesta consigo próprio e para com os outros, em que a insinceridade impera. Nada disso ajuda, ao contrário, atrapalha, e muito. E ficar tentando imaginar o que o outro pensa em relação a qualquer coisa é perder tempo. Não perguntar a opinião do outro é faltar com a consideração e respeito ao outro que também consome oxigênio e tem as mesmas necessidades básicas para viver; é viver isolado numa bolha, e ninguém foi feito para viver numa bolha, então que não construamos uma para nós mesmo e pior, para os outros.
Mas há que se respeitar, acima de tudo, e entender que pensamos de maneira diferente, e neste caso sem julgamentos, principalmente em relação a melhor ou pior, muitas vezes se trata apenas de ser diferente. E se não fosse a diversidade de pensamentos a mediocridade imperaria. Divergir é evoluir, pois da divergência se busca a convergência, o acordo, a solução. Agora teimosia e estupidez não dá pra aceitar.
Imperar não parece ser também a melhor escolha. Respeito, negociação, confiança e convencimento criam as bases sólidas para se construir seja lá o que for.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Dia sem carro?
No dia mundial sem carro, diversas cidades pelo mundo adotaram algum tipo de diferenciação, como por exemplo a disponibilização de mais ônibus, trens ou outro qualquer meio de transporte público. Mas São Paulo, que tem a maior frota de carro do Brasil, o que fez? Ficar olhando o prefeito ou outro político qualquer ir para o escritório de bicicleta soa como uma falsidade-política-marqueteira-eleitoreira, pois de fato não significa nada. Um plano de ação para este dia simbólico deveria ser traçado, divulgado e executado ao lado da população no dia de hoje. Mas por aqui, a incompetência, o descaso e a letargia imperam.
Mas deixemos de lado o aspecto público-estatal e olhemos um pouco para o particular. O que cada um particularmente poderia fazer para contribuir para esse dia mundial sem carro numa cidade como São Paulo, ainda mais com chuva?
Simples: deixar ao menos por este dia o carro na garagem.
Ah, mas está chovendo!
Ah, mas terei de pegar mais de um ônibus parra chegar ao trabalho!
Ah, vou ter que acordar mais cedo e chegar mais tarde em casa!
Ah, vou ter que me sacrificar muito!
Sempre há desculpas e justificativas.
Falta vontade, tem-se preguiça e a alienação impera.
Curioso que para ganhar uns trocos ou realizar algo importante para si se faz o esforço que for necessário, mas para expressar que há sim vontade de mudar algo para que tenhamos um trânsito menos caótico, e consequentemente uma qualidade de vida melhor na cidade, não parece haver empenho.
Pois é, o brasileiro é assim, e o paulistano mais ainda e cada vez mais: individualista, egoísta, espertão e cada vez menos preocupado com o senso coletivo, nem que seja por apenas um dia.
Pensando assim e agindo assim, estamos cada vez mais fadados ao caos.
Mas deixemos de lado o aspecto público-estatal e olhemos um pouco para o particular. O que cada um particularmente poderia fazer para contribuir para esse dia mundial sem carro numa cidade como São Paulo, ainda mais com chuva?
Simples: deixar ao menos por este dia o carro na garagem.
Ah, mas está chovendo!
Ah, mas terei de pegar mais de um ônibus parra chegar ao trabalho!
Ah, vou ter que acordar mais cedo e chegar mais tarde em casa!
Ah, vou ter que me sacrificar muito!
Sempre há desculpas e justificativas.
Falta vontade, tem-se preguiça e a alienação impera.
Curioso que para ganhar uns trocos ou realizar algo importante para si se faz o esforço que for necessário, mas para expressar que há sim vontade de mudar algo para que tenhamos um trânsito menos caótico, e consequentemente uma qualidade de vida melhor na cidade, não parece haver empenho.
Pois é, o brasileiro é assim, e o paulistano mais ainda e cada vez mais: individualista, egoísta, espertão e cada vez menos preocupado com o senso coletivo, nem que seja por apenas um dia.
Pensando assim e agindo assim, estamos cada vez mais fadados ao caos.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Desideri
La mia voglia è di non essere qui.
La mia voglia è di non essere me stesso.
Voglio un'altra vita,
Voglio uscire dall'ombra,
Invece sarò la propria tenebra.
Ho bisogno di stare lieve,
Ho bisogno di tante cose oggi.
Ma c'è una che può risolvere tutto,
Neanche se per alcuni istanti, chi sa per tutta la vita,
Ella. In cui tutto che ancora cerco lo trovo.
La felicità.
(Helder L. Tiso)
La mia voglia è di non essere me stesso.
Voglio un'altra vita,
Voglio uscire dall'ombra,
Invece sarò la propria tenebra.
Ho bisogno di stare lieve,
Ho bisogno di tante cose oggi.
Ma c'è una che può risolvere tutto,
Neanche se per alcuni istanti, chi sa per tutta la vita,
Ella. In cui tutto che ancora cerco lo trovo.
La felicità.
(Helder L. Tiso)
Monólogo
Pra quê?
Se parece não surtir efeito!
Insistir é peder tempo?
Ou é aceitar a realidade?
Forças para mudar?
Já não as encontro por aí como antes.
E no que acredito, ainda vale a pena?
Não sei.
Se parece não surtir efeito!
Insistir é peder tempo?
Ou é aceitar a realidade?
Forças para mudar?
Já não as encontro por aí como antes.
E no que acredito, ainda vale a pena?
Não sei.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Que fedor!
Está cada vez pior! Lembro-me que principalmente nos dias de sol, as marginais do "Rio" Pinheiros – faz tempo que esse esgoto a céu aberto deixou de ser rio –, devido à evaporação maior nesses dias de calor, ficavam impregnadas de mal cheiro, caracterizado mesmo pelo fedor de fezes remexidas! Um nojo! Mas hoje em dia, mesmo no inverno, até em dias sem sol, tal odor fecal está cada vez mais forte, a ponto de provocar náusea ao transitar de carro pelas vias ao lado, ou pior ainda quando se atravessa uma ponte qualquer por cima desse esgoto todo. Esperar pelo trem nas diversas estações ao longo do "rio" é tarefa árdua! Mais um des
Isso significa que a responsável pelo mínimo tratamento necessário do esgoto antes deste ser despejado no "rio" não está muito empenhada nesta função, ou que então temos uma proliferação de cocôs em grande escala no "rio". Coisa de filme de Hollywood, mas com essa onda de fim do mundo, de destruição de cidades, imagine o roteiro: os coliformes fecais de todos habitantes da cidade – que segundo o IBGE já passam dos 11 milhões – vão para o mesmo lugar, então se unem por estarem cansados de viverem na merda (desculpem o termo, mas não achei outro que tivesse tal exatidão), sofrem mutação por causa de todo lixo químico também despejado no "rio", ganham cada vez mais força e um super monstro químico de cocô surge invadindo a cidade e infectando todos que podem. O fedor predomina, nem mesmo aquelas máscaras para radiação impedem o fedor de penetrar via narinas e infectar toda célula do corpo, tranformando cada habitante numa espécie de zumbi-fecal. Pior que para muita gente nessa cidade ser infectado não faria muita diferença, já que são um monte de m. mesmo, ainda mais por aqueles lados da Assembleia Legislativa, da Prefeitura, da Câmara de vereadores... e por aí vai, pois a m. está por toda parte!
Bom, enquanto isso não acontece, vamos usando máscara, senão para dificultar o contágio da nova gripe, para ao menos embebê-la do melhor perfume para colocá-la no rosto e poder suportar o fedor. E ainda querem fazer uma ciclovia ao lado desse "rio"! Se isso não é viver na m. ao menos é estar ao lado dela!
Isso significa que a responsável pelo mínimo tratamento necessário do esgoto antes deste ser despejado no "rio" não está muito empenhada nesta função, ou que então temos uma proliferação de cocôs em grande escala no "rio". Coisa de filme de Hollywood, mas com essa onda de fim do mundo, de destruição de cidades, imagine o roteiro: os coliformes fecais de todos habitantes da cidade – que segundo o IBGE já passam dos 11 milhões – vão para o mesmo lugar, então se unem por estarem cansados de viverem na merda (desculpem o termo, mas não achei outro que tivesse tal exatidão), sofrem mutação por causa de todo lixo químico também despejado no "rio", ganham cada vez mais força e um super monstro químico de cocô surge invadindo a cidade e infectando todos que podem. O fedor predomina, nem mesmo aquelas máscaras para radiação impedem o fedor de penetrar via narinas e infectar toda célula do corpo, tranformando cada habitante numa espécie de zumbi-fecal. Pior que para muita gente nessa cidade ser infectado não faria muita diferença, já que são um monte de m. mesmo, ainda mais por aqueles lados da Assembleia Legislativa, da Prefeitura, da Câmara de vereadores... e por aí vai, pois a m. está por toda parte!
Bom, enquanto isso não acontece, vamos usando máscara, senão para dificultar o contágio da nova gripe, para ao menos embebê-la do melhor perfume para colocá-la no rosto e poder suportar o fedor. E ainda querem fazer uma ciclovia ao lado desse "rio"! Se isso não é viver na m. ao menos é estar ao lado dela!
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