sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A verdadeira música brasileira

Como músico, recomendo muito o apreço por tal instrumento.
Como brasileiro, resgato muito de minhas próprias origens.
Como ouvinte e espectador, bato palmas!


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Blogs do além

Muito legal essa iniciativa, vale a pena conferir!

Segue uma amostra interessante.


Blogs do Além

04.10.2012 15:11

Blog do Locke: divórcio anulado

Instalar uma ideia numa sociedade é algo complicado, demorado e que exige grande energia. Não é como baixar um aplicativo ou um plug-in que em poucos segundos se transfere para o seu aparelho e já sai funcionando. Nada disso. Algumas demoram séculos para serem incorporadas. Normalmente são aquelas que propõem novos arranjos sociais.
Sou um filósofo e ideólogo do liberalismo, principal representante do empirismo britânico. Cê tava pensando que eu era Locke, bicho? Sou malandro velho.
É o caso da ideia da separação Igreja-Estado. Essa doutrina, que estabelece que instituições religiosas e governos devem ser mantidas separadas e independentes, encontrou enorme resistência até ganhar impulso no século XIX e ser adotada por vários países.
Dei minha contribuição para tanto. Em meus escritos, fiz uma defesa veemente e embasada sobre a importância da liberdade religiosa para o bom funcionamento da democracia liberal. Não pensem que foi fácil. É preciso lembrar que, no mundo medieval, a Igreja controlava tudo, desde a forma de nascer e morrer, até a maneira de pensar. E você sabe, onde há concentração de poder e riqueza, há abusos.
Por isso, sustentei que todos os homens, ao nascer, deveriam ter direitos naturais: direito à vida, à liberdade e à propriedade (lembrando que na Idade Média a Igreja possuía quase dois terços das terras da Europa Ocidental). Os governos, na minha visão, foram criados justamente para garantir esses direitos naturais. Logo, Igreja e Estado, numa democracia, não podem viver juntinhos no mesmo teto. A ideia deste divórcio é hoje uma prática em uma boa parte do planeta por força da obstinação de alguns pensadores e homens públicos que se dispuseram a enfrentar as forças clericais e absolutistas. Eu mesmo tive que fugir por duas vezes da Inglaterra como exilado político.
Fiz este longo preambulo para dizer que a corrida eleitoral para prefeito da capital paulista me deixa perplexo. Como pode, num estado laico, em pleno século XXI, a religião se tornar o tema central de uma eleição? Será que a maior cidade da américa do sul já está com suas questões materiais resolvidas e, portanto, já pode sedar ao luxo de debater só os assuntos da alma? Essa interferência da religião na política ou é um sintoma evidente de regressão ou todos chegaram a constatação de que só Deus pode resolver os problemas de São Paulo.
Leia mais em Blogs do Além.
*Postado por John Locke às 8h45

Bem sacado!














quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ah... a ironia!



Uso racional das tintas

http://vimeo.com/50435668

Vale a pena refletir, a partir destes sentidos da palavra:

Datação
1663 cf. VascBras

Acepções
■ verbo 
transitivo direto 
1    desviar da primitiva direção, fazendo retroceder

transitivo direto e intransitivo
2    provocar reflexão (fís)

transitivo direto
3    deixar ver ou transparecer; exprimir, revelar

transitivo indireto e intransitivo
4    meditar, pensar demoradamente

transitivo indireto e pronominal
5    causar impressão generalizada; repercutir-se, transmitir-se

transitivo indireto e pronominal
6    recair sobre; incidir


Etimologia
lat. reflecto,is,éxi,éxum,ectère 'recurvar, vergar, dobrar', com mudança de conjugação; ver flex-; f.hist. 1663 reflectir

Sinônimos
apreciar, apreender, atender, atentar, bolar, cismar, cogitar, congeminar, considerar, cucar, examinar, imaginar, magicar, maginar, matutar, medir, meditar, notar, observar, parafusar, pensar, pesar, ponderar, reconsiderar, reflexionar, remascar, remoer, remorder, reparar, ruminar, ver, verificar; ver tb. sinonímia de manifestar e repercutir


Fonte: Houaiss.

Um recomeço. Mais um?

Sim, mais um! E daí?!

O que é a vida senão uma série de recomeços? 

A natureza é assim, nosso calendário é baseado no dia e noite que se sucedem constantemente, regularmente, em que um dia é seguido de uma noite, que é seguida de outro dia... até que... até que a noite ou o dia não venha.

"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." 

A Lei da Conservação das Massas foi publicada pela primeira vez em 1760, em um ensaio de Mikhail Lomonosov. No entanto, a obra não repercutiu na Europa Ocidental, cabendo ao francês Antoine Lavoisier o papel de tornar mundialmente conhecido o que hoje se chama Lei de Lavoisier. E tal lei realmente parece funcionar em nosso habitat.

Então por que não aceitá-la e naturalmente praticar a e à mudança? Por que não entender, ou aceitar, que aquilo que não se modifica parece haver algo de errado? Tudo se transforma, então por que as pessoas não aceitam suas próprias tranformações, tantos físicas quanto psíquicas? 

Talvez porque estão cegas por conta das influências exteriores, que pregam a imutabilidade, a permanente jovialidade, o permanente estado de liturgia. Assim, pra quem interessa, e são muitos, nada deve mudar. 

E o tempo passa, a ganância só aumenta e o que importa parece não mais importar. 
Não pra mim! E pra você?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Os sentidos

Certamente que a visão é um sentido importante para o corpo. Mas em tempos em que "o que parece" tem mais importância do que aquilo que"realmente é", a visão passou a ter mais importância do que talvez devesse ter. Tudo está na embalagem, no rótulo, no que parece. Na roupa, no carro, na maquiagem, na expressão. Evidência disto é a força que a publicidade tem e o quanto ela se dedenvolveu em meio à arte e exercício de "advogada do diabo". Muitas vezes desvia o olhar para outra situação que não aquela que implicará em possíveis perdas econômicas (imagem, mercado, etc.), chamando atenção de forma competente para o que realmente é desejado de ser visto, percebido, incorporado. O fato é que a visão hoje sobressai em relação aos outros sentidos.

Então imagine-se agora sem olfato. Agora sem tato. Sem paladar. Agora sem audição. Por fim, sem visão.

Será mesmo a visão o mais importante dos sentidos? Eu acho que não.

Quem enxerga de verdade é nosso cérebro e nenhum objeto visto é enxergado da mesma maneira por todos. Logo, os olhos apenas nos servem de janelas para a vida.

Eu prefiro a visão crítica à visão superficial e imediatista que predomina nos dias de hoje. E esta só o cérebro,e não apenas os olhos, é capaz de obter.